O dilema do Vitão

Paraibuna/SP

A depressão do Barros acabou criando uma situação nunca imaginada pelo Vitão, assumir o comando da prefeitura sem ter sido eleito. De repente, o Vitão é obrigado a lidar com todo tipo de problemas, e eles aumentaram bastante, sem ter sido ele quem conduziu o projeto de poder até aqui.
A cidade parece estar completamente abandonada, sem comando, sem direção. Não há nada em andamento, nada sendo decidido, nada sendo planejado e isso em função do fato de que não se sabe em qual momento o Barros pode voltar. A cidade entrou em piloto automático, entretanto, como os problemas abundam por todos os lados, a falta dágua no Alferes Bento por dias a fim, as estradas cada vez piores quanto mais máquinas existam para arrumá-las e, mais um sem números de coisas, tornam o trabalho do Vitão quase impossível. Se assume o comando de fato corre o risco de entrar em rota de colisão com o Barros uma vez que pode fazer as coisas de um jeito que o prefeito afastado não aceite. Se nada faz a espera do momento em que o prefeito retorne vai perdendo capital político e eleitoral tendo em vista que as pessoas estão ficando cada vez mais impacientes com o descalabro em que a cidade se encontra.
A situação do Vitão é inédita na cidade. Se assumir que é o prefeito terá que arcar com todo o prejuízo político de ter que responder por coisas que foram decididas, feitas ou não pelo Barros e, assumindo que é o prefeito, na situação em que a cidade se encontra, praticamente assume como prefeito em fim de mandato, tendo em vista que não tem os bônus daquilo tudo feito no primeiro mandato, e ainda tem que assinar pelos problemas críticos vividos agora.
A doença do Barros é o fator surpresa, que na política é comum, e que muda muita coisa na trajetória política do Vitão. A política do vice nesse segundo mandato seria se afastar cuidadosamente do Barros e se colocar cada vez mais como candidato a prefeito. Distanciar-se-ia de tal maneira que não parecesse abandono da atual administração, mas que deixasse claro aos eleitores que ele faria as coisas de outra forma. Dessa maneira, o Barros terminaria seu segundo mandato, provavelmente muito desgastado, e o Vitão se levantaria como aquele que faria as coisas diferentes e certamente fará se for eleito.
Assumir a prefeitura no segundo mês após a posse coloca o Vitão numa situação delicada, como disse acima. Se antes podia dizer que os problemas não eram culpa dele e que ele nada poderia fazer, agora tem a caneta na mão e pode, mas não fará por que as condições objetivas impedem. A melhor coisa que pode acontecer ao vice prefeito é que o Barros volte o quanto antes, ou…
Renuncia ao cargo, passa o comando ao presidente da Câmara que é de seu partido e, provavelmente, assumiria com alegria a função, e o Vitão se dedica a sua campanha, deixando claro que renunciou uma vez que não pode conduzir um projeto que não foi ele que começou.
Luciano Alvarenga
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