Uma sombra paira na eleição de Rio Preto

Nenhum político gosta de pesquisas que não digam o que ele quer que se diga. Nesse sentido, as pesquisas sempre causam mal estar nas campanhas.
Por outro lado, entretanto, muitos institutos de pesquisas Brasil a fora vem sendo questionados a respeito das pesquisas que trazem a público. Esta semana, dia 27 de setembro, o Ibope publicou as intenções de votos em Rio Preto. Estranhíssima.
Uma coisa vem chamando a atenção nessa eleição; a ausência de campanha na rua, de gente, de militantes, cabos eleitorais, tá tudo calmo, sem brilho. O que vemos são tímidos cavaletes e placas nas casas que nem de longe nos fazem lembrar campanhas passadas.
Quando falta campanha na rua, sobra dinheiro sujo nos bastidores. Quando não há faixas, cavaletes e campanha sobram malas com dinheiros, lideranças vendidas e votos comprados.
Paira uma sombra sobre o processo eleitoral em Rio Preto. Debates desmarcados e remarcados, punições eleitorais que parecem ir apenas numa direção, pesquisas que falam o que na rua não se houve. Pesquisas que foram proibidas de serem publicadas. Processos, inquéritos e que tais que em nada se convertem. Coisas sem nexos, sem ligação, mas que deixam todos àqueles que acompanham de perto o processo eleitoral com uma enorme desconfiança.
A campanha “tem que acabar no primeiro turno” é uma campanha pela vitória ou um recado a quem quer que seja? De todos os debates organizados pela sociedade civil organizada o digníssimo prefeito não foi na maioria esmagadora deles, acho que foi em apenas um. OAB e Rotary Norte foram dois deles. Apesar da ausência notória do prefeito nada é dito sobre ela. Instituições com enorme credibilidade que mais que convidar o prefeito para um debate deveria, me parece, cobrar explicações sobre sua ausência. A ausência do prefeito candidato não causa indignação em ninguém.
Juntando tudo isso o que temos é um jogo de peças marcadas onde pesquisas, sérias?, publicadas na grande imprensa fazem o papel de arrastar o cidadão incauto, debates promovidos pela sociedade são cinicamente ignorados sem nenhuma reação dessa mesma sociedade. Programas de TV eleitoral vendem realizações inacabadas, impróprias ou mal feitas como produtos de alto padrão social. As ruas rugem um alto índice de rejeição do prefeito e mesmo assim formadores de opinião, seja lá o que isso significa, dizem dia sim dia não que a eleição acaba no primeiro turno.
A de se perguntar a justiça eleitoral se a eleição precisa acabar no primeiro turno ou, podemos, caso a sociedade decida, ter o segundo turno. Luciano Alvarenga, Sociólogo PRP
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