Sobre empregados e abóboras



Teve um tempo em que o mundo era dividido entre os que mandavam e os que obedeciam. Os que mandavam eram os patrões e os que obedeciam eram os empregados ou trabalhadores de uma maneira geral.
Todo mundo sabia que as coisas no geral não mudariam muito, quem nasceu pobre morreria nessa condição e portanto não esperava da vida mais do que aquilo que era possível a alguémque nascera pobre, havia algumas exceções, mas eram poucas.
Nesse sentido, garantir um lugar era a prioridade, empregado se esforçava para ser o melhor possível, uma vez que essa era a sua sina. Patrões são os mesmos antes e agora.
Hoje todo mundo acha que vai ser patrão no futuro, e portanto, tem certa dificuldade em ser empregado no presente. É ai que encontramos não raras vezes, que eles, os empregados, odeiam fazer o serviço que fazem. Se atendentes, por exemplo, muitas vezes são secos, frios, quase ásperos.
É como se eles estivessem ali, mas seu lugar na verdade deveria ser o do cliente. Eles gostariam de estar gastando, comprando, sendo atendidos e não atendendo. É por isso que quando os encontramos de folga ou passeando, eles são diferentes, e se comportam como se não fossem empregados ou trabalhadores, mas patrões. Vestem o que não podem ter, gastam o que não podem comprar, ostentam o que jamais terão.
Mas como todo conto de fadas, a meia noite viramos abobras. É por isso que os encontramos com a cara tão feia nos seus empregos.
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