Vitão: as conseqüências das escolhas

Luciano Alvarenga
Se o Barros for vitorioso nessa eleição, e tudo indica que será, o Vitão irá completar 12 anos como vice ao final do segundo mandato daquele. Eu desconheço um caso como este e, é claro que essa situação está cheia de consequências.
O Vitão abriu mão de qualquer cargo que não fosse o de vice. Não quis ser vereador e com isso não possui a menor ideia de qual é a extensão do seu eleitorado. Ao abrir mão de ser vereador deixou de conhecer o que os dois últimos prefeitos do seu grupo, Luiz Gonzaga e Barros, fizeram com maestria, serem líderes no Legislativo.
Deixou de pleitear um cargo na máquina municipal, o que é incomum. O único que ocupou – na Diretoria de Turismo, no último mandato do Luizinho – foi marcado pela desimportância. Ao abrir mão de um cargo na máquina da prefeitura fez a escolha mais fácil. Sem cargo, sem responsabilidade, sem compromisso, sem cobrança. Na posição de vice ele age da seguinte maneira: se consegue as coisas para as pessoas é ele que conseguiu, se não consegue a culpa é do Barros. Assim é fácil.
Vitão esbanja popularidade, mas política é popularidade, habilidade política, e competência. Oito anos atrás quando Vitão surgiu como vice do Barros pela primeira vez, a cena política em Paraibuna era outra. Entre outras coisas não existia a figura, hoje importante na cena, da vereadora Helô. Ela em dois mandatos se tornou a mais importante mulher dentro do PR Estadual. Ocupa hoje o cargo de presidente Estadual do PR Mulher. Não é pouco.
A questão que surge agora é sobre a transição para o pós Barros. Até recentemente não havia dúvida sobre o fato de que Vitão seria seu sucessor, mas agora a única certeza é que não há certeza alguma.
A Helô poderá confirmar sua força política nas eleições deste ano se obtiver a votação da última eleição e, se assim o fizer praticamente se define como mais um nome a sucessão do Barros. Confirmado seu capital eleitoral é absolutamente legítimo que ela queira ver seu nome apreciado pelo grupo político do qual faz parte. Sem considerar o fato significativo de que ao longo do mandato do Loureiro ela, a Helô, foi a mais combatente soldado do grupo hoje no poder.
E o Vitão? Sem votos, sem cargo no executivo, sem combates e vitórias no legislativo que possa mostrar nessa hora fica com muito pouco para oferecer como prova da sua força. Festa, churrasco, carnaval, Facebook, batismo, rodeio, isso tudo agrada uma parte do eleitorado, mas é insuficiente para convencer os que realmente definem os nomes que irão representar o grupo no poder.
Luciano Alvarenga
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