Artigo – Luciano Alvarenga

“Lá vão os ladrões grandes prender os pequenos”
De um lado grandes obras espalhadas por toda a cidade, a prefeitura está em todos os lugares e agindo em quase todos os setores.
De outro, suspeitas de corrupção e de que as obras possam estar atravessadas por negociatas de todos os tipos. O Homem responsável, na prefeitura de Rio Preto, pelas licitações de mais de uma centena de milhões de reais caiu pela acusação, no ministério Público do Rio Grande do Norte, por fazer parte de uma quadrilha que adultera licitações.
A grande questão que está colocada nessa eleição municipal é o tema da corrupção e qual o compromisso dos candidatos em combatê-la. A questão é: se eleitos os candidatos terão a iniciativa de criar mecanismos e ações que impeçam a corrupção? Terão coragem de criar um Ficha Limpa para todos os funcionários comissionados que contratarem? Serão implacáveis com corruptos, independente de quem seja?
Nenhum candidato é digno de ser eleito se não se posicionar a este respeito. A começar pela campanha. Quantos votos serão comprados? Quantos profissionais, especialmente jornalistas e formadores de opinião, serão calados e convencido$ a ficarem quietos? Numa campanha com as características das feitas no Brasil é evidente a importância do dinheiro, não é sobre isso que me refiro. Falo de quanto dinheiro será usado para se comprar votos, profissionais e lideranças políticas, sociais e religiosas? Falo de quem serão os candidatos comprometidos em dizer aberta e publicamente que não terá conduta permeada por tal atitude?
O tema da corrupção é o grande tema da sociedade brasileira hoje. E não é por acaso. A qualidade dos serviços de Educação, Saúde, Saneamento Básico, Segurança, Comunicação digital, Formação Profissional jovem e da Mulher de baixa renda, Ecologia e Sustentabilidade Urbana, Transporte tudo isso e uma infinidade de outras áreas estão diretamente ligadas, afetadas e são determinadas pelo “sucesso” asqueroso da corrupção. O custo de vida, cada vez mais aviltante, que a Classe Média é obrigada a pagar para ter acesso ao básico nestes tempos hiper modernos nos coloca em guerra sem descanso contra a corrupção.
É inaceitável que 40 milhões de pessoas que adentraram a Nova Classe Média nestes últimos anos tenham que pagar para ter os serviços sociais e públicos acima listados e que é obrigação inegociável do Estado. O que está mais do que provado nestes últimos 20 anos no Brasil é o fato contundente que os serviços sociais oferecidos pelas Corporações de iniciativa privada a população são cada vez mais caros, mais precários, mais instáveis, menos confiáveis e que serão piores à medida que mais outros tantos milhões demandem por estes serviços.
Para tanto basta lembrar que as operadoras de plano de saúde estão em primeiro lugar no ranking de reclamações e a internet brasileira é uma das piores e mais lentas do planeta; nem se mencione os preços cobrados em telefonia celular e a qualidade 3 G, uma piada. O tempo que dava status pagar privadamente por serviços públicos, como saúde e educação, passou. Hoje a única coisa que dá é revolta.
O que sobressai dos escândalos, novos e antigos, nessa administração é o fato de que é fundamental uma nova agenda administrativa que seja pautada pelo combate a corrupção. Com a quantidade de milhões chovendo na cidade via programas como o PAC do governo Federal, não é possível imaginar que parcela significativa desse dinheiro esteja desaguando em lugares que não sejam aqueles para onde ele deve ir.
A pergunta é: com uma agenda de combate a corrupção como ficaria o jogo de forças na eleição do ano que vem em Rio Preto?

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