No carnaval vou andar de bicicleta

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Carnaval taí. E você pode estar se perguntando se vai pular ou descansar, se vai viajar ou curtir sua casa, suas coisas, pensar sobre a vida. Imagina!! Quero pular muiiiito, curtir mais ainda, beber todas. Isso é carnaval.
A última vez que pulei carnaval tenho a impressão que foi em 1998 ou 9, não me lembro. No meio do carnaval percebi que eu não estava mais ali, que as musicas, a maioria tocada o ano todo e que eu não gostava, aquela quantidade de gente imensa fazendo coisas que não faria, como jogar cerveja uns sobre os outros, ou coisas ainda mais desagradáveis; de repente decidi que não pularia mais carnaval. Aquela foi a última noite.
Naquele mesmo ano, decidi que também não passaria o ano novo no litoral, costumava passar a virada de ano em caraguá e o carnaval em São Sebastião.
De repente aquele modo de curtir e se divertir não eram mais ou meu de repente me dei conta de que fazia o que todos estavam fazendo sem saber se realmente gostava do que estava fazia.
Se divertir ou se embebedar, se divertir ou fugir de alguma coisa, fugir da vida. Tenho a impressão que o carnaval nada mais é do que dois fins de semana comuns enfileirados. Afinal, o que fazem as pessoas nele que já não fazem o ano todo?
O que mais incomoda no carnaval ou em qualquer balada é a mesmice, o mesmo jeito quadrado e igual de se divertir. Todos se divertem da mesma forma, ainda que queiram muitas vezes se divertir de maneiras diferentes.
Não tenho lugar nesta festa feita igual e para todos que querem a mesma coisa. Lugares lotados, todos, pelo menos a maioria, bêbados, com drogas sendo fartamente consumidas, as pessoas querendo e esperando a mesma coisa umas das outras, isso tudo pode ser bom, eu não acredito, mas eu estou em outra.
O mundo esta ficando difícil para as pessoas que não querem a felicidade enlatada vendida em pacotes. Quando chega o carnaval ou fim do ano ficamos todos nos sentindo pressionados a dizermos que vamos viajar ou pular e se divertir quando muitas vezes queríamos apenas parar e descansar e pensar melhor sobre nós mesmos.
Mas não há espaço para parar e pensar, o feriado passa logo e se você não fizer agora é só na semana santa. É triste a obrigação de ser feliz, e ainda se esforçar para mostrar aos outros a sua felicidade.
A indústria farmacêutica acertou quando resolveu investir nas pílulas da felicidade, no Brasil não ser feliz é um crime de lesa pátria.
No carnaval vou andar de bicicleta com a minha parceira. Luciano Alvarenga
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