Na flor do mar

Em que medida nossas vidas é resultado de traumas, medos, inseguranças, receios e remorsos? Em que medida as coisas que não dão certo, a felicidade que nuca chega, o contentamento que nunca temos, as conquistas que sempre estão aquém de nossas potencialidades não resulta daqueles problemas que temos medo de encarar, olhar de frente?
Quantas pessoas poderiam ter uma vida mais plena, mais feliz e completa se soubessem de fato o quanto de vida mal resolvida carrega todos os dias? Por que problemas insistem em se repetir, erros são repetidamente cometidos sem que saibamos o porquê?
Por que por mais que tentemos nunca estamos contentes com o resultado de nossos esforços, com os trabalhos e conquistas que empreendemos?
Por que as pessoas que amamos sempre nos escapam por melhores que elas sejam e por mais que nos esforcemos para que tudo dê certo? Por que os anos passam e nos parecem que nem toda a energia do mundo consegue fazer nossas vidas ganharem outros rumos, riscarem outros horizontes?
Questões que todos, todos os dias se colocam e por alguma razão ficam sem respostas. Questões que se resolvidas revolucionariam vidas, mudariam histórias, desencadeariam projetos, fariam nascer novas vidas em muitas vidas quase apagadas. Por que onde há luz muitas vezes emergem sombras? Por que onde se evidenciam talentos às vezes brotam fracassos e tristezas?
Por que quando todos os discursos e falas propagam festas e alegrias, somos rodeados de medos, receios e inseguranças? Tristezas, remorsos, medos, inseguranças são as fronteiras de nosso ser, de nossa alma, de nossa identidade, lugares em nós que na maioria das vezes desconhecemos nem sabemos por que são assim. Mas que não são assim, mas assim ficaram. As capacidades e talentos quem em nós brotam, também se fazem acompanhar daqueles receios e medos e traumas que aos poucos e ao longo da vida vão crescendo e tomando conta de nós e, quando vemos estamos por eles dominados e paralisados.
Limitações podem ser como talentos, nascem conosco. Podemos ser bons em matemática ao mesmo tempo péssimos em biologia. Mas limitações são diferentes de amarras e traumas, essas adquirimos ao longo da vida, à medida que vivemos e somos expostos às vicitudes que independente de nós em nós acabam nascendo.
A questão para uma vida melhor e mais plena é como vamos lidar com tais problemas emocionais que nos amarram e atrasam. Vamos encará-los, procurar ajuda e os profissionais que possam nos ajudar ou, viver com eles como barco preso a uma âncora sempre a espera de navegar o mar, mas sempre receoso de se soltar da amarra. A decisão é só nossa. Luciano Alvarenga
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