Triste dia do corintiano

As câmaras legislativas são uma lástima no Brasil todo, com raras exceções se é que elas existem. Parte da explicação está no fato de que os vereadores rifaram o poder que possuem no balcão dos negócios com o Executivo. Os vereadores se resumem a serem empregadinhos baratos do prefeito, quando não se dispõem a papéis ainda piores.
Ano passado durante o processo eleitoral, estive com o candidato, atual vereador, Ronaldo Fonseca. Não votei nele, mas fiz fé para que vencesse. Gostei do seu papo, das suas idéias e iniciativas que me pareceu estava disposto a tomar.
Não sei o que tem feito nem como anda a Câmara de Paraibuna, segunda me consta não está melhor do que já foi, mesmo por que nunca foi grande coisa. Mas não pude não saber do projeto “dia do corintiano”. É o tipo de idéia que certamente nasceu num churrasco em que a maioria já estaria alcoolizada. Desgraçadamente a idéia não foi esquecida, como geralmente o são as grandes idéias nascidas nestas ocasiões.
O vereador Ronaldo, pessoa honesta e íntegra, se deixou picar pelo vírus típico daqueles vereadores, a maioria, que nada tem apresentar, nenhum projeto a se discutir, e daí vem com uma idéia que chama a atenção, faz barulho, mas nada resolve nem adianta. Disso resulta que o dito vereador terá que desempenhar papel mais importante naquela câmara se ainda deseja readquirir o respeito que conseguiu em sua eleição. Digo isso à medida que nada fazendo, terá feito a única e mais dispensável das coisas, “o dia do corintiano”.
Tal projeto, que nada mais é que uma idéia infeliz num dia sem compromisso é da mesma ordem de coisas que o palavrório vomitado pelo presidente da Câmara contra a empresa Gastal. É comum vereadores que se acham imbuídos de algum conhecimento, aqui em Rio Preto tem bastante disso, se meterem a falar coisas e assumirem posições que mais evidenciam sua ignorância sobre o que falam do que algum sentido no que estão dizendo.
Se nada mudou a Câmara de Paraibuna provavelmente está mais interessada na próxima eleição do que em legislar. Se nada mudou a Câmara é apenas correia de transmissão de comandos ditados por gentes lá de fora, estas sim as que mandam.
O problema da Câmara de Paraibuna, bem como de quase todas, é que dominada pela mesquinharia e pela pequenez. Estivessem os vereadores interessados no futuro das crianças que eles mesmos colocam no mundo, certamente se esforçariam muito mais em desenvolver um trabalho que seus filhos se orgulhassem.
Que o “dia do corintiano” sirva como marca de vergonha e linha limite do ridículo, limite abaixo do qual nenhum vereador deseje trabalhar. Luciano Alvarenga,
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